Ao longo de sua carreira, o Dr. Olympio Faissol Pinto pesquisou e trouxe diversas contribuições para o estudo e para a prática da odontologia. Não só para o Brasil, mas para o mundo. Sem dúvida alguma, suas palestras e artigos sobre os efeitos nocivos do mercúrio sobre o organismo humano, utilizado nas restaurações de amálgama, são, até hoje, os mais importantes. Mas não sem razão. A prova veio em 2008 quando, depois de 35 anos de sua conferência no México, em que pela primeira vez expôs os problemas da contaminação do mercúrio, a instituição americana Food and Drug Administration e a Academia Internacional de Medicina Oral e Toxicologia (IAOMT) dos Estados Unidos reconheceram os perigos da contaminação. Um reconhecimento a um profissional sério, meticuloso, pioneiro, audacioso, e comprometido com a saúde humana.
Conheça um pouco mais sobre suas pesquisas:
Ligamento Maleomandibular
Desconhecido até o século XX, o ligamento maleomandibular foi descoberto pelo Dr. Olympio Faissol Pinto. Este foi, inclusive, o tema de seu mestrado na Universidade de Georgetown, EUA. A descoberta permitiu diferenciar problemas do ouvido e da boca daqueles de origem neurológica, todos com sintomas semelhantes, como possíveis tonturas e zumbidos. Muitas pessoas até então operavam o ouvido, embora não tivessem problemas auditivos. Outras mexiam na boca inteira, sem que houvesse qualquer disfunção na articulação temporomandibular. E mais ainda: pessoas que abriam o cérebro para operar o nervo trigêmeo, quando não era preciso.
Mercúrio
Os pais do Dr. Olympio eram conhecidos em todas as Minas Gerais pelas curas lendárias de doenças sistêmicas por meio do tratamento dos dentes. Olympio Domingues Pinto removia sistematicamente as obturações de amálgama de mercúrio e substituía por ouro. Acreditava – já na década de 30 – que o mercúrio fazia mal aos seus clientes. O Dr. Olympio Faissol Pinto deu continuidade às pesquisas do pai.
O assunto era, inclusive, tema de sua tese de mestrado, em 1959. Só não foi adiante, pois foi vetada pelo National Institutes of Health, em Washington.
O assunto era tabu e a academia não tinha o menor interesse no assunto. Em 1973, em conferência no México, expôs, pela primeira vez, publicamente, suas avaliações que ganharam apoio e divulgação do Dr. Hal. A. Huggins. Este mobilizou a comunidade científica internacional e desencadeou uma transformação na odontologia em todo o mundo. Somente em 2008, depois de 35 anos, é que o Food and Drug Administration, instituição americana, reconheceu os malefícios do mercúrio. Em 11 de setembro de 2009, Dr. Olympio Faissol Filho foi condecorado com o prêmio Humanitarian Award, concedido pela Academia Internacional de Medicina Oral e Toxicologia (IAOMT), pelos serviços prestados e estudos publicados sobre os perigos do mercúrio.
Assim como o mercúrio, o flúor é um veneno tóxico acumulativo. Segundo estudos e pesquisas feitas pelo Dr. Olympio Faissol Pinto, se o flúor for usado durante 30 anos, mesmo em dose pequena, os ossos poderão acumulá-lo em alta dose e se tornar quebradiços como vidro. Ossos envenenados contaminam a medula óssea, responsável pela fabricação do sangue. Pesquisas indicam que aumentou em quatro vezes a incidência de osteossarcoma (tumor maligno dos ossos) nas cidades fluoretadas. Ele atribui também ao flúor o envelhecimento precoce. A fluoretação da água é um equívoco científico. Qualquer que seja a dose. Na Suécia, por exemplo, o seu uso é vedado.
O clareamento dos dentes é realizado com substâncias que afetam a estrutura química do esmalte dos dentes. Formado por uma série de prismas, o esmalte é calcificado na formação dos dentes, como se fosse uma fruta-de-conde. No caso dos dentes, o que está entre as “sementes” é uma matriz orgânica. O branqueamento pode agredir essa matriz e a química do prisma do esmalte. Por isso, ele fica mais branco. Dr. Olympio Faissol Pinto entende que este procedimento atende a uma necessidade estética, mas ressalta que “ ..o escurecimento natural dos dentes é resultado de um aumento de mineralização da parte dura, dentina e esmalte, e não um sinal de doença”. É preciso uma avaliação cuidadosa da qualidade do esmalte do paciente e da real necessidade desse tipo de tratamento. Nos preocupa a banalização desse procedimento e a indicação que vem sendo feita para quase 100% dos pacientes. É preciso critério e entender que cada paciente é peculiar; portanto seu tratamento deve ser adequado e tais peculiaridades.
Dr. Olympio Faissol Pinto vem se debruçando sobre o assunto, mas está convicto de que a cárie dentária e as doenças da boca e da gengiva são essencialmente infecciosas, principalmente os dentes que têm problemas de canal. Para muitos especialistas, é impossível esterilizar um dente, cuja cárie atingiu o nervo. O dia a dia vem revelando que um dente cariado e infeccionado é, muitas vezes, a causa de problemas do corpo, como pressão alta e até mesmo o câncer.